Teresina - PI
novembro 3, 2026 13:33

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2 garotas de 14 anos fazem cirurgia para corrigir escoliose no Hospital Infantil Lucídio Portella

Equipe de médicos
Equipe de médicos

Duas garotas de 14 anos passaram por cirurgia de correção de escoliose esta semana em Teresina. O procedimento foi realizado pelas equipes do Hospital Infantil Lucídio Portella. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), as pacientes apresentavam deformidades avançadas na coluna vertebral e foram atendidas por meio do Programa de Tratamento das Deformidades da Coluna.

Somente neste ano de 2026, mais de 900 crianças foram avaliadas e acompanhadas pelo programa. Até o momento, foram realizadas 52 cirurgias de escoliose no estado. Em 2025, foram 124 procedimentos, resultado de um esforço para ampliar a assistência especializada e reduzir a demanda reprimida.

De acordo com o médico Samuel Machado Martins, coordenador da Linha de Cuidado do Trauma da Sesapi, as cirurgias são procedimentos de alta complexidade que exigem planejamento e atuação integrada de diferentes especialidades. “São cirurgias complexas que envolvem uma equipe multiprofissional, desde a avaliação pré-operatória até a recuperação dos pacientes. Participam cirurgiões de coluna, anestesiologistas, neurologistas, cirurgiões pediátricos, cardiologistas, além das equipes de enfermagem, psicologia, serviço social, fisioterapia e terapia intensiva”, destaca o médico.

Hospital Infantil Lucídio Portella
Hospital Infantil Lucídio Portella

IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO

O acompanhamento precoce é fundamental para evitar o agravamento das deformidades. O tratamento pode incluir avaliação clínica, fisioterapia e uso de coletes ortopédicos, além da intervenção cirúrgica nos casos em que há indicação médica.

Para a diretora-geral do Hospital Infantil Lucídio Portella, Leiva Moura, a realização dos procedimentos representa um avanço na assistência especializada oferecida às crianças e adolescentes. “Ampliar o acesso ao tratamento da escoliose é garantir mais oportunidades de saúde e qualidade de vida para nossas crianças. Esse trabalho é resultado do compromisso das equipes do HILP e da parceria com a Sesapi, unindo esforços para que pacientes que precisam de cuidados especializados tenham acesso ao tratamento adequado, no tempo oportuno”, destaca.

A identificação e o tratamento adequados ajudam a prevenir complicações respiratórias e cardiopulmonares, além de melhorar a funcionalidade, a autoestima e a qualidade de vida de crianças e adolescentes. “Cuidar da escoliose é também cuidar do desenvolvimento, da saúde e do futuro dessas crianças. Quanto mais cedo o problema for identificado e acompanhado, maiores são as possibilidades de controlar a evolução e evitar complicações, por isso a importância de agilidade e rapidez nos procedimentos realizados no HILP”, reforça Dirceu Campêlo, secretário estadual de Saúde.

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