
O senador Ciro Nogueira perdeu as eleições em 2026 para o Senado no Piauí. Presidente nacional do PP e da federação União Progressista, ele torou mi seco. Joel Rodrigues, presidente estadual do Progressistas, ex-prefeito de Floriano, disputou o cargo de governador e perdeu para Rafael Fonteles ainda no primeiro turno. Rafael teve simplesmente 70% dos votos válidos, sendo o governador mais votado do país, proporcionalmente falando dos votos válidos. Taca muita no Joel.
1 – IDENTITARISMO – a campanha de Joel usou do slogan “o filho do carroceiro” para remeter ao passado difícil de Joel. No passado, esse tipo de apelo deu certo com Wellington Dias, eleito 4 vezes governador, tido como “o filho do vaqueiro”; depois com Rafael Fonteles, considerado “o menino de Lula”. Com Joel não colou, pareceu até uma forçação de barra. A política mudou, os tempos mudaram e o piauiense quer se ver representado por outras imagens. Além do mais, a Direita sempre criticou as pautas identitárias da Esquerda e agora que decidiu fazer uso do que sempre criticou, se lascou.
2 – ELITISMO – no Piauí, a Direita usou de pautas elitistas para tentar pautar o debate durante a campanha eleitoral. Criticou os projetos do Hidrogênio Verde, do Porto Piauí e da taxa sob uso da energia solar. Ocorre que estes assuntos não são discutidos pela grande maioria dos piauienses, está restrito a quem tem condições de botar placa solar em casa, por exemplo, realidade que não contempla nem metade dos piauienses. Deu red.
3 – ABANDONO – os nomes fortes da campanha da oposição no Piauí como Petrus Evelyn e Samantha Cavalca (observe-se as votações de cada, mesmo não tendo sido eleitos), não atuaram tanto a favor de Joel, seja em passeatas, carreatas, motociatas e mesmo seus materiais de campanha não traziam a imagem nem o número de Joel. Outro que também não se empenhou muito foi o prefeito de Teresina, Silvio Mendes.
4 – 2028 – há quem diga que o verdadeiro interesse de Joel é 2028, é sair candidato a prefeito de Teresina daqui dois anos. Ele teve boa votação na capital em 2022 para o senado, quando disputou com Wellington Dias e perdeu. Quem sabe buscou agora projetar mais uma vez seu nome e se aliou a Jeová Alencar, que entende bem das eleições na capital. Só que Jeová também tem por objetivo disputar a prefeitura, então Jeová não teria colocado tanto empenho na missão, mesmo sendo candidato a vice-governador na chapa com Joel.
5 – INCOERÊNCIA – Nem Ciro nem Joel fizeram campanha para o candidato a presidente deles, no caso, Flávio Bolsonaro. Na base governista, o presidente Lula veio ao Piauí pediu voto a toda chapa majoritária, do governador Rafael aos senadores Marcelo Castro e Júlio César. Na oposição, Flávio sequer gravou um vídeo em apoio aos candidatos do seu palanque. Ao adotar uma postura neutra, Joel e Ciro mostraram incoerência e zangaram muitos dos eleitores de Flávio que poderiam votar nos dois. Assim, Thiago Junqueira, por exemplo, candidato do PL levou boa fatia de votos que fez total diferença no resultados das eleições para Ciro, por exemplo.
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