
A noite desta quarta-feira (29) entrou para a história do Judiciário piauiense. Em uma cerimônia marcada por simbolismo e representatividade, o governador Rafael Fonteles acompanhou a posse dos advogados Hillana Martina Lopes e Daniel Eufrásio como juízes titulares do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI).
O destaque da solenidade foi a chegada de Hillana Martina Lopes à Corte Eleitoral, tornando-se a primeira mulher advogada a ocupar uma cadeira de juíza titular no tribunal, um marco que amplia o espaço feminino em instâncias decisórias e reforça a transformação institucional em curso.
Durante o evento, Rafael Fonteles ressaltou o peso do momento não apenas para o Judiciário, mas para a democracia piauiense. Ele enfatizou o fortalecimento da Justiça Eleitoral com a presença de nomes oriundos da advocacia e destacou a trajetória de Hillana, além da continuidade do trabalho de Daniel Eufrásio, reconduzido ao cargo.
Ao assumir a vaga antes ocupada pelo advogado José Maria de Araújo Costa, Hillana trouxe um discurso firme, carregado de significado coletivo. Ela destacou que sua chegada é resultado de uma mobilização histórica da advocacia feminina por mais espaço e protagonismo. Em um ano eleitoral, a nova magistrada defendeu a renovação de ideias dentro da Corte, pautada pela disciplina e transparência, princípios que, segundo ela, guiarão sua atuação.

Reconduzido para mais um biênio, Daniel Eufrásio reafirmou o compromisso com a Justiça Eleitoral em um período decisivo para o país. Ele destacou o desafio de atuar novamente em um cenário de eleições gerais, garantindo sua contribuição ao lado da nova integrante da Corte.
A composição do TRE-PI segue o modelo estabelecido nacionalmente, reunindo representantes do Tribunal de Justiça, da magistratura de primeiro grau, do Tribunal Regional Federal e da advocacia, esta última responsável por duas cadeiras destinadas a profissionais de reconhecido saber jurídico e reputação ilibada.
Para o presidente da OAB Piauí, Raimundo Júnior, a posse simboliza mais do que uma mudança institucional: representa avanço concreto na inclusão e na construção de um Judiciário mais plural. Em um ano eleitoral, segundo ele, o gesto do tribunal aponta para um futuro com maior equilíbrio de gênero e diálogo ampliado dentro das estruturas de poder.







