
O Piauí vendeu mais para o mundo e comprou menos em julho de 2026. O resultado foi um saldo positivo robusto na balança comercial do estado, mostrando que entrou muito mais dinheiro do que saiu.
Funciona assim: quando o estado exporta (vende para outros países) mais do que importa (compra de fora), ele tem um “superávit”. Em julho, o Piauí exportou US$ 165,4 milhões e importou apenas US$ 10,2 milhões. Isso gerou um saldo positivo de US$ 155,2 milhões, ou seja, quase tudo que o estado vendeu virou ganho.
E esse resultado não veio por acaso. Em comparação com julho do ano passado, as exportações cresceram 32,1%, um aumento de mais de US$ 53 milhões. Já em relação a junho deste ano, também houve avanço: foram mais US$ 34 milhões em vendas externas.
Do outro lado, as importações caíram. O estado comprou menos produtos de fora do país, reduzindo em 41% o volume em relação a julho de 2025. Isso ajuda a aumentar ainda mais o saldo positivo.
Mas o que o Piauí mais vende? A resposta é simples: soja. Sozinha, ela representa quase 96% de tudo que o estado exporta, movimentando mais de US$ 158 milhões no mês. Outros produtos também aparecem na lista, como mel, algodão, óleos e até frutos do mar, mas em menor escala.
Essas exportações saem principalmente de cidades do sul do estado, como Bom Jesus, Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Monte Alegre, Santa Filomena e Corrente, regiões fortes do agronegócio.
E para onde vão esses produtos? A maior parte segue para a China, que compra quase três quartos de tudo que o Piauí exporta. Países como Vietnã, Tailândia, Egito, Taiwan e Holanda também estão entre os principais destinos.
No acumulado de janeiro a julho, o estado já exportou US$ 668,2 milhões, superando o mesmo período do ano passado. O resultado mostra que o Piauí está ampliando sua presença no mercado internacional, vendendo mais, diversificando destinos e fortalecendo sua economia.







