
No início deste mês de novembro, o Banco Central Paraguaio identificou a solvência do Banco UENO, ou seja, ela não tinha mais capacidade de arcar com seus prejuízos. Uma série de empréstimos feito no banco por empresas ligadas aos seus próprios donos deixou o banco sem condições de atuação. Assim, todo o dinheiro de mais de três milhões de paraguaios ficou congelado.
No banco, o governo depositava o recurso dos aposentados. Nem eles conseguiam sacar as suas pensões. Inúmeros brasileiros que deixaram o Brasil com a derrota de Flávio Bolsonaro também investiram e depositaram seus recursos no Banco UENO. Com a crise instalada, os mais de três milhões do UENO tentaram realizar saques, depósitos e transferências em outros bancos paraguaios, só que o volume intenso de transações colapsou a rede bancária paraguaia e os aplicativos bugaram.
Os paraguaios foram às ruas se manifestar e cobrar seus dinheiros. Em meio ao caos, o presidente Peña decide renunciar, mas o Congresso atropelou seu pedido de renúncia e deu entrada no impeachment contra o presidente para que ele seja responsabilizado. Hoje ele se encontra preso. Mais oito servidores do banco UENO também estão detidos.
A filha do presidente Peña, que mora nos Estados Unidos foi malhar com uma camisa onde se pode ler: taxe os pobres. Peña era sócio do Banco UENO até 2025, em conflito interesse com seu cargo de presidente do país.
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