
Pelo que pesquisei esse menino é de Saquarema, Rio de Janeiro, e os pais dele são dependentes químicos, ele tá crescendo jogado, não frequenta escola e pra sobreviver vende coisas no semáforo.
De tempos em tempos entra em algum lugar e quebra coisas. Muito provavelmente é um menino atípico sem tratamento e que a legislação e estrutura de proteção da criança desse país não deu conta de resolver sem ter sido provocada. (Pessoas próximas dizem que ele tem TOD)
Já vi situações dessas dentro de escola. É embaçadissimo. Mas, sem juízo de valor, eu pedi para embaçar o rosto do menino pois preciso falar sobre a reação das redes ao ver essa situação. Eu estou desde ontem com o famoso hiperfoco nisso. E esse quebra quebra me levou a ter certeza que as redes sociais jamais vão possibilitar diálogo ou debate sadio de ideias. Pq todo mundo tá com um olhar de bolha.
Vi as seguintes reações em massa, que empobrecem a compreensão da complexidade do debate
1 – Falta de surra , tem gente que pediu pra chicotear o menino
2- Prender pra sempre a mãe e o pai e mandar o menino pra cadeia
3 – Se m4t4ss3m ele seria legítima defesa , pois ele joga uma garrafa no segurança
4 – É culpa do patriarcado, você não vê meninas com esse comportamento
5 – Ele é autista
6 – O ECA só passa a mão na cabeça de bandido
7 – É Filho do Lule
8 – É esse menino que mais tarde m4t4 mulheres
9 – V1c1ad0s em dr0g4s devem ser esterilizados
Houve mais comentários, mas esses se repetiram mais de 100 vezes. Cada fala dessa é uma chave pra abrir uma porção de outras falas que vão sendo radicalizadas até a generalização total ou até chegar ao eugenismo e 4ss4ss1n4t0. É um sentido contrário ao diálogo e cooperação que fez os humanos chegarem até aqui.
Texto @joelpaviotti/Instagram/Reprodução
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