
A cena é dura, lamentável, de cortar o coração. Um jovem, negro, periférico, algemado pela própria escolha errada. Ao fundo, humilde, mas honrado, o pai briga e lamenta a prisão de um dos seus filhos. O cenário é a rua, em frente a casa da família, entre os policiais e o delegado que conduziu a operação.
Abatido e sem chão, o pai cita as dificuldades, os desafios, a educação e os conselhos dado ao filho. Até uma motinha que a família tinha ele se desfez para pagar alguma dívida relacionada ao filho. Lembra para o preso que o irmão seguiu no caminho certo e até uma casinha própria construiu. Estudou e pergunta porque o preso nao fez o mesmo.
O episódio escancara o que nossos julgamentos a maioria das vezes se apressa para não ver: que nem sempre quando um jovem é preso a culpa é dos pais, que não ensinaram, que não educaram, que não estavam presentes. Muitas vezes estavam, mas o filho, levado pelo mundo, influenciado por facilidades e atalhos fez a própria escolha e caiu na boca do lobo.
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