
Estudos sobre terapias assistidas por animais avançam a cada ano, e os gatos vêm conquistando espaço nesse campo por razões que vão além do afeto. Conhecidos por sua postura tranquila e comportamento reservado, eles demonstram uma capacidade singular de contribuir para o equilíbrio emocional e físico das pessoas. Em muitos casos, o cuidado não se manifesta por meio de palavras ou gestos elaborados, mas na simples presença: um ronronar constante, o calor do corpo e a companhia silenciosa que transmite segurança.
Especialistas apontam que o ronronar dos gatos ocorre em uma faixa de frequência entre 25 e 150 hertz, semelhante à utilizada em terapias humanas voltadas à recuperação de ossos e tecidos. Essa vibração pode favorecer a redução do estresse, o alívio da dor e a sensação de bem-estar, além de auxiliar o próprio animal em processos naturais de autocura. Mais do que um som, trata-se de um mecanismo biológico associado à calma e à regeneração.
Outro aspecto que chama atenção é a forma como os gatos interagem com humanos, especialmente com bebês, idosos e pessoas em situação de fragilidade emocional. Sem compreender diagnósticos ou tratamentos, eles respondem ao que percebem: tensão, tristeza ou solidão. Aproximam-se com discrição, permanecem por perto e oferecem companhia sem exigir atenção constante.
Diferentemente de outros animais utilizados em terapias, os gatos não dependem de adestramento específico para exercer esse papel. Sua sensibilidade natural e o equilíbrio entre independência e afeto fazem com que muitos atuem como verdadeiros aliados do cuidado emocional. Assim, a presença felina reforça uma ideia simples, mas poderosa: em alguns processos de cura, sentir-se acompanhado pode ser tão importante quanto qualquer intervenção clínica.
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